
Introdução:
Nos últimos meses, temos observado uma movimentação significativa nos Tribunais Federais em relação ao pagamento de precatórios.
Essa ação tem gerado expectativas e debates sobre os impactos dessa quitação nas finanças públicas e na vida dos credores.
Neste texto, exploraremos essa situação, sobretudo, discutindo os valores de pagamento e os desdobramentos desse processo.

A atual situação nos Tribunais Federais
Nos últimos meses, diversos tribunais federais têm demonstrado um esforço conjunto para acelerar o pagamento de precatórios.
Por certo, essa iniciativa visa reduzir o acúmulo de dívidas e, ao mesmo tempo, atender a uma demanda antiga de credores que aguardam o recebimento de seus créditos.
Valores de Pagamento
A saber, no final de 2023, o governo federal repassou mais de R$ 90 bilhões ao Conselho de Justiça Federal para o pagamento dos precatórios represados nos últimos anos.
Além disso, quanto aos valores de pagamento, é importante destacar que eles variam consideravelmente, dependendo do tribunal e do montante devido em cada processo.
Dessa forma, alguns tribunais estão concentrando esforços para quitar precatórios de pequeno e médio porte, enquanto outros lidam com valores mais expressivos.
Os pagamentos geralmente incluem o valor principal da condenação, acrescido de juros e correção monetária, conforme determinado pela sentença judicial.
Inegavelmente, a transparência nesse processo é fundamental, e muitos tribunais disponibilizam informações detalhadas sobre os valores pagos em seus sites institucionais.

O Pagamento dos Tribunais
TRF1
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que engloba os estados de Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, depositou para o pagamento dos precatórios o montante de R$ 29.929.047.555,62.
TRF2
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que inclui Rio de Janeiro e Espírito Santo, informou que o dinheiro estará disponível para consulta a partir do dia 04 de janeiro e para saque pelos beneficiários a partir do dia 15 de janeiro de 2024. Assim, ao todo, serão contemplados 22.534 beneficiários, em um total de 13.703 processos.
TRF3
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, informou que os valores deverão estar disponíveis para levantamento a partir da primeira semana de janeiro.
TRF4
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, vai liberar o saque a partir do dia 15 de janeiro de 2024. Os demonstrativos de pagamento já estão disponíveis para consulta pelas partes e advogados.
O valor total que será liberado é de R$ 13.047.132.339,05, referentes a 59.329 precatórios, dos quais R$ 8.252.555.735,23 se referem a processos previdenciários.
TRF5
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que inclui os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, foi o primeiro a liberar os valores. Dessa maneira, foi efetuado um total de R$ 3.742.814.576,72 em precatórios alimentares e comuns retidos em 2022 e 2023.
TRF6
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região, que se refere ao estado de Minas Gerais, pagará todos os precatórios incluídos nas propostas orçamentárias de 2022 e 2023 e antecipará os de 2024.

Atenção com os golpes
O Conselho da Justiça Federal e os Tribunais têm alertado que é importante ficar atento aos golpes, visto que esse momento é muito oportuno para as pessoas que agem de má fé.
Ou seja, a Justiça não exige pagamento de nenhuma taxa para recebimento dos precatórios e o beneficiário não necessita depositar nada para fazer seu levantamento.
Considerações Finais
Por fim, o cenário atual nos tribunais federais, com o pagamento acelerado de precatórios, é um reflexo do comprometimento em solucionar antigas pendências judiciais.
Nesse sentido, embora os valores de pagamento variem, a transparência nesse processo é essencial para garantir a confiança de todos os envolvidos.
Para isso, a comunidade jurídica e a sociedade em geral estão atentas a esses desenvolvimentos, esperando que essa iniciativa traga não apenas a justiça financeira, mas também impactos positivos na economia e na vida dos credores.